
O Programa Estadual de DST/Aids recomendou, a todas unidades de saúde de São Paulo, uma nova modalidade de pré-natal: a masculina. A proposta é que os papais também façam exames preventivos durante a gravidez das companheiras, para identificar se são portadores de alguma doença sexualmente transmissível ou do vírus HIV, o que pode prejudicar o bebê.
Sobre este assunto, o médico ginecologista Geraldo Duarte fala hoje, em Rio Preto, em uma palestra realizada junto a Jornada de Ginecologia e Obstetrícia realizada no anfiteatro da UNIP. Sua participação está programada para às 14h30.
Em Rio Preto, que poderá ser uma das primeiras cidades do Estado a desenvolver o projeto, a iniciativa ficou a cargo do médico ginecologista Antônio Hélio Oliane, responsável por debater e organizar o sistema de pré natal masculino na cidade.
A medida foi tomada após dois levantamentos feitos pelo programa. Um deles revelou que as mulheres respondem por 75% dos casos de gonorréia, sífilis, HPV, herpes e outros problemas transmitidos pelo sexo sem proteção. A maioria feminina indica que os parceiros estão afastados dos médicos e longe do diagnóstico.
O outro balanço mostrou que os homens dominam o grupo que descobre tardiamente ser portador do vírus transmissor da Aids (após cinco anos de contágio), o que compromete o tratamento. Entre os 5 mil pacientes que ingressam no programa todo ano para receber tratamento antiaids, 49,3% deles fazem matrícula tardia contra 35,7% delas.
A explicação para o descompasso de gênero dos números é que, durante a gestação, as mulheres são convocadas a fazer o teste do HIV, enquanto o mesmo não é exigido de seus maridos.
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Marcelo Gomes / Allexandre Silva