
A pessoa com doença no coração pode fazer exercício? E exercício de alta intensidade, pode? Por incrível que pareça, SIM, um cardiopata não só pode, como DEVE fazer exercícios, inclusive de alta performance ou alto impacto, como uma corrida de longa distância, jogar futebol ou basquete. Este é um dos muitos temas polêmicos e novidades que serão discutidos na VII Jornada de Ergometria, Ergoespirometria e Cardiologia do Exercício do IMC, na próxima sexta-feira e sábado (dias 26 e 27 de março), no Hotel Nacional, em Rio Preto.
Promovida pelo IMC (Instituto de Moléstias Cardiovasculares), a Jornada irá reunir alguns dos maiores especialistas do país, como Nabil Ghorayeb, Cláudio Gil Araujo, Tales Carvalho e Milton Godoy, médicos das principais instituições médicas nacionais.
A Jornada vai abordar também assuntos ligados à cardiopatia, obesidade e pneumopatia a um público formado por cardiologistas, educadores físicos e médicos de outras especialistas. Informações sobre a Jornada são obtidas pelo telefone (17) 3203-4010.
Outro assunto será a influência dos hormônios no resultado dos exames cardiológicos em mulheres. Os médicos constataram que os hormônios, sobretudo no período menstrual, podem modificar o resultado dos exames. “Pode ser que o exame indique que a paciente pode ter problema no coração ou circulatório, quando, na verdade, ela não tem”, explica o cardiologista Álvaro José Bellini, coordenador da Jornada do IMC.
Discussões a parte, Bellini ressalta que o mais importante é que a pessoa, cardiopata ou não, deve se consultar com um cardiologista antes de iniciar a prática de atividade física, de baixo ou alto impacto.
O paciente cardiopata pode realizar exercícios físicos, desde que seja feita uma avaliação prévia realizada por cardiologista ou por médico do esporte habilitado em questões cardiológicas. O médico irá avaliar individualmente qual o melhor tipo de exercício a ser realizado, assim como a intensidade do mesmo. O ideal é que o cardiopata tenha o apoio tanto do educador físico, quanto do médico para a realização de seu programa de atividade física. Em suma, a atividade física, quando realizada de forma regular e crônica, é fator de proteção para o paciente com cardiopatia estável.
Alguns estudos mostram que os indivíduos sedentários correm mais risco de morte por doenças cardíacas do que os cardíacos muito bem-condicionados aerobicamente.
Os exercícios aeróbios proporcionam importantes melhoras cardiovasculares com baixo risco quando realizados em intensidades leves a moderadas. No entanto, segundo pesquisas recentes, nem sempre os exercícios leves são os que geram efeito mais cardioprotetor no longo prazo, daí a necessidade de se conhecer os limites de cada indivíduo para poder prescrever atividades com maior intensidade mesmo para os cardiopatas.