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HO Redentora aproveita o Dia Mundial do Diabetes para alertar sobre a retinopatia diabética, doença que pode até cegar

Durante todo o mês de novembro, por ser celebrado no dia 14 o Dia Mundial do Diabetes, o Hospital de Olhos Redentora volta-se para a prevenção da retinopatia diabética, doença que, estima-se, atinge 5 milhões dos mais de 13 milhões de diabéticos no Brasil. “O edemar macular é a principal causa de cegueira em pessoas com idade produtiva em países desenvolvidos, como o Brasil. Isso porque o diabetes não controlado pode levar a complicações em diversos órgãos, inclusive nos olhos”, alerta a Dra. Paula Miyasaki, oftalmologista chefe do Departamento de Retina e Vítreo do HO Redentora. 
A retinopatia diabética, ao contrário do que se imagina, não é uma doença ligada à idade. Adolescentes e jovens adultos também podem desenvolver retinopatia diabética, caso não tenham um bom controle de seu diabetes. A retinopatia diabética acomete a visão devido ao acúmulo de material anormal nos vasos sanguíneos do fundo do olho – o que pode ocasionar o entupimento ou enfraquecimento desses vasos, muitas vezes levando ao seu rompimento e a danos à retina.

O que é a retinopatia diabética

A retina é a camada do olho em que estão alojadas as células que recebem luz, processam as imagens e levam essas informações ao cérebro. Com o excesso prolongado de açúcar no sangue, os vasos sanguíneos da retina se deterioram se tornando mais permeáveis, possibilitando o extravasamento de sangue e fluido: o chamado edema. Como consequência, o portador da retinopatia diabética pode, inicialmente, perceber um embaçamento da visão e a condição pode progredir para a perda parcial ou mesmo total da visão.
Existem duas formas de retinopatia diabética: exsudativa e proliferativa. Em ambos os casos, a retinopatia pode levar a uma perda parcial ou total da visão.

» Retinopatia Diabética Exsudativa: ocorre quando as hemorragias e as gorduras afetam a mácula, que é necessária para a visão central, usada para a leitura.

» Retinopatia Diabética Proliferativa: surge quando a doença dos vasos sanguíneos da retina progride, o que ocasiona a proliferação de novos vasos anormais que são chamados "neovasos". Estes novos vasos são extremamente frágeis e também podem sangrar. Além do sangramento, os neovasos podem proliferar para o interior do olho causando graus variados de destruição da retina e dificuldades de visão. A proliferação dos neovasos também pode causar cegueira em conseqüência de um descolamento de retina.

Causas

O diabetes melittus é o fator desencadeante desta doença, na qual o corpo humano não pode fazer uso adequado de alimentos, especialmente de açúcares. O problema específico é uma quantidade deficiente do hormônio insulina nos diabéticos.

Grupos de risco

As pessoas que têm diabetes apresentam um risco de perder a visão 25 vezes mais do que as que não portam a doença. A Retinopatia Diabética atinge mais de 75% das pessoas que têm diabetes há mais de 20 anos.

Tratamentos

O controle cuidadoso da diabetes com uma dieta adequada, uso de pílulas hipoglicemiantes, insulina ou com uma combinação destes tratamentos, que são prescritos pelo médico endocrinologista, são a principal forma de evitar a Retinopatia Diabética.
Fotocoagulação por raios laser: é o procedimento pelo qual pequenas áreas da retina doente são cauterizadas com a luz de um raio-laser na tentativa de prevenir o processo de hemorragia. O ideal é que este tratamento seja administrado no início da doença, possibilitando melhores resultados por isso é extremamente importante a consulta periódica ao oftalmologista.

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